Falta consciência aos brancos

Consciênciasubstantivo feminino. 1. sentimento ou conhecimento que permite ao ser humano vivenciar, experimentar ou compreender aspectos ou a totalidade de seu mundo. 2. sentido ou percepção que o ser humano possui, eticamente, em atos e motivos individuais.

Na semana dentro de uma década inteira dedicada à Consciência Negra pela ONU – a Década Internacional de Afrodescendentes (2015-2024) – ainda falta muita, mas muiiiita consciência branca.
Só para ficarmos orbitando no pequeno universo londrinense, temos exemplos espetaculares de projetos, mobilizações, campanhas e iniciativas dos grupos afrodescendentes locais que seguem na árdua luta pelo respeito e valorização no movimento nas universidades, periferias e espaços culturais. Desde o Coletivo da Juventude Negra de Londrina (COJUNE), passando pelo Fórum das Entidades Negras de Londrina (FENEL) até o Núcleo de Estudos Afro-brasileiros (NEAB) sediado na UEL, inúmeros são os grupos que realizam ações propositivas inspiradas na referência maior, Ya Mukumby, assassinada em 3.8.2013. Vítima clara(?) de intolerâncias (racial e religiosa).
Nestes dias em que a memória negra deve ser valorizada, notícias como a tentativa de desocupação do Flores do Campo reforçam o descompasso da consciência. Felizmente, a Justiça suspendeu a ação policial. O Coletivo Mobiliza Londrina segue de olho nestas e outras intolerâncias camufladas de ordem e progresso.
Como símbolo também de resistência, o Baixo Clero compartilha abaixo o trabalho independente do Jornalismo Periférico, mídia engajada em mostrar estas e outras temáticas que são tão importantes e sagradas pra nós, pretos e pardos. Consciência Negra é todo dia!
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“A cada 10 dias de história do Brasil, 7 foram à sombra da escravidão. O país que manteve a escravatura colonial longa, 354 anos, e estabeleceu o Dia da Consciência Negra em 2009 não como privilégio, mas símbolo de reparação de danos e busca por equidade. Em Londrina (PR), o feriado está suspenso desde 2013, quando o Tribunal de Justiça do estado aceitou a liminar (Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 1157221-5) contrária ao dia feita pela Federação de Indústrias do Paraná. O Jornalismo Periférico entrevistou três pessoas que moram na cidade para falar sobre a importância do tema: Maria Nilza, coordenadora do NEAB/UEL (Núcleo de Estudos Afrobrasileiros); Neyde Jordão, de São Tomé e Príncipe, egressa da UEL e dona do salão Afro; Mano Tiago, rapper integrante dos grupos Malokos MC’s e Família IML”.

 

 

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