Precisamos ocupar e tomar de assalto!

 

Por que nos incomodamos tanto com as ocupações de escolas, terras devolutas e de prédios públicos se nós mesmos esquecemos o compromisso de ocupar as ruas, praças, os parques, as assembleias legislativas e tantas outras estruturas?

Passamos a usar tanto a palavra “ocupar” de forma pejorativa que nos desconectamos da obrigação e do dever cidadãos de estarmos “lá” e assim evitarmos que os “lás” fiquem às escuras, vazios e privados a poucos, principalmente aos maiores egoístas sociais: os ladrões e agressores que oprimem nossos passeios, nosso lazer, nossas arenas e espaços públicos. Você já caminhou pelo calçadão de Londrina após 21h? Já sentou numa praça para conversar com um amigo ou amiga depois das 20h? Já tentou entrar no senado federal numa sexta, a qualquer hora?

Também passamos a desvirtuar tanto as “tomadas de assalto” que mudamos o sentido e transferimos esta ação para criminosos… E assalto nem é crime, juridicamente falando! Tomar de assalto é surpreender, agitar, animar o ambiente. Assim como mudamos o sentido de assalto e o enquadramos como simples sinônimo para furto ou roubo, cometemos a pior das injustiças semânticas e semióticas: transformamos a palavra “inventar” em sinônimo automático para “mentir”. Quem inventa então é mentiroso? Claro que não! As crianças inventam, os cientistas inventam e poetas como Manuel de Barros também (“Noventa por cento do que escrevo é invenção… Só dez por cento é mentira”)!

Pois voltemos a criar, ocupar e tomar de assalto tudo o que nos é de direito! Sempre coletivamente e sempre respeitando os que discordam de tais ações!

Os movimentos sociais buscam unidade e não unanimidade!

Você se incomoda com sem-terra oferecendo produtos orgânicos em um prédio que ganhou vida depois de 11 anos graças ao Movimento dos Artistas de Rua de Londrina? Ok, mas lembre-se que eles estão aí para mostrar como nos afastamos das possibilidades coletivas de construir algo melhor, e obviamente plural, para o país, a cidade ou para uma simples manhã de sábado. (Imagem: Baixo Clero).

Hannah Arendt configura as arenas públicas com uma diferença conceitual importante: o cidadão só é livre exercendo a política nos espaços públicos. Politizar é estar fisicamente presente! Debatendo sem constranger, discordando sem vilipendiar, ocupando sem cercear, tomando de assalto sem agredir a liberdade do outro.

Se você não curte @s LGBTs, tudo bem! Não precisa ir pra rua apoiar as manifestações d@s ativistas, mas deve participar dos debates que tratam de diversidade. Ou pelo menos se informar melhor! Deixo duas mídias alternativas para mostrar, por exemplo, um pouco do manifesto realizado no domingo (3.9).

1ª Parada Cultural Lgbt de Londrina

#JORNALISMOCULTURALJá conferiu o mini-documentário que produzimos sobre a 1ª Parada Cultural LGBT de Londrina – Oficial?O evento aconteceu neste final de semana e, segundo os organizadores, mobilizou mais de 3 mil pessoas nos dois dias. Reportagem: Camilla Giovanna De Sousa e Beatriz Dias MoreiraEdição: Vitor StruckAnimação: João Gabriel ImaiCoordenação de Jornalismo: Lucas PullinCoordenação Geral: Daniel A. Thomas Ferreira

Posted by AlmA Londrina Rádio Web on martes, 5 de septiembre de 2017

A primeira reportagem é da AlmA Londrina Rádio Web. Já a segunda produção é do Jornalismo Periférico. Ambos são ótimas fontes alternativas de notícias e informações locais, além de parceiros do Baixo Clero, claro!

Primeira parada LGBT reúne milhares de pessoas em Londrina-PR

O Jornalismo Periférico produziu uma reportagem sobre a 1ª Parada LGBT da cidade de Londrina (PR).O evento aconteceu no domingo (3) de setembro de 2017 e reuniu milhares de pessoas da cidade e de vários municípios da região.Do mês de janeiro ao mês de maio de 2017 foram registrados, de acordo com o Grupo Gay da Bahia (GGB), no Brasil, 117 mortes de pessoas LGBTs.#JP#jornalismoperiferico#londrina#1paradalondrina#paradalbgt

Posted by Jornalismo Periférico on lunes, 4 de septiembre de 2017

Ocupe e Tome de Assalto a Arena Pública mais próxima!

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *