Agosto a contragosto

 

Neste começo de agosto, os legisladores nacionais enterraram a denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR) contra o presidente Michel Temer (PMDB), mostrando que a relação de forças entre manifestações e articulações com a base pode surpreender os brasileiros.

Neste começo de agosto, os legisladores municipais iniciaram os trabalhos do semestre presenciando manifestos prós e contrários ao vereador Filipe Barros (PRB), mostrando que a relação de forças entre manifestações e articulações com a base pode surpreender os londrinenses.

Sim, são ecos da política. O Baixo Clero acompanhou a primeira sessão pós-recesso ontem (1.9), quando estava agendado o manifesto de sindicalistas contra os xingamentos gravados, pelo próprio vereador, durante a greve geral de 28 de abril.

O evento do protesto, criado (e já apagado) no Facebook, contava com 158 confirmados e 542 interessados. Por volta das 15h30, já com a sessão em andamento, contamos 28 manifestantes – menos de um representante para cada um dos 32 sindicados reunidos no coletivo – estendendo faixas com dizeres como “vereador que xinga trabalhador tem que ser cassado”. Neste mesmo horário, o número de simpatizantes do vereador era de 35 pessoas, também exibindo cartazes como “Felipe chegou, a direita voltou”.

Coube ao vereador Boca Aberta (PR) solicitar que representantes de ambos os lados tivessem 20 minutos para falarem sobre as manifestações, pedido este criticado inicialmente por Jamil Janene (PP). Assim, a primeira sessão do semestre deixou as pautas um pouco de lado e deu lugar a exibicionismos intercalados com aplausos e até Barros plagiando Zagallo, ex-treinador da seleção brasileira: “Vocês vão ter que me engolir, desta vez sem imposto sindical!”.

Na casa, por enquanto e de fato, existe contra Filipe um processo por quebra de decoro parlamentar aberto por um estudante de Londrina. A petição do coletivo de sindicatos está tramitando juntamente com o primeiro processo.

Agosto pode até não ser o mês do desgosto, mas começou a contragosto da população em relação ao que ela espera dos seus legisladores, locais e nacionais.

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