Movimentos sociais e culturais protestam contra “inauguração de fachada” do Ouro Verde

Movimentos sociais e culturais marcaram para o começo da noite de hoje, na Concha Acústica, um ato contra a “reinauguração de fachada” do Teatro Ouro Verde. A reinauguração é considerada “de fachada”, porque apesar da pompa anunciada para a cerimônia, com a presença do governador Beto Richa (PSDB), um palanque para ele fazer discurso e já preparar a campanha ao Senado em 2018 e a formação de um forte aparato policial para evitar que o tucano ouça vaias ou enfrente protestos, uma vez inaugurado, o teatro corre o risco de fechar. Isso porque a UEL não tem funcionários para trabalhar no Ouro Verde e o governo não contrata funcionários para isso. Durante o ato serão realizadas intervenções artísticas.

A inauguração oficial será fechada, restrita a “autoridades” convidadas pelo governo do Estado. O cidadão comum que quiser rever o teatro destruído por um incêndio em 2012 não poderá fazer isso hoje, por causa do aparato policial.

A manifestação contra a “reinauguração de fachada” do Ouro Verde deve contar com intervenções artísticas e não pretende nem chegar perto do teatro.

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