Por unanimidade, UEL rejeita a proposta do governo e não adere ao Meta4

O Conselho Universitário da UEL decidiu, em reunião encerrada agora à noite, pela rejeição da proposta do governo do Estado, de abrir uma discussão sobre autonomia universitária mediante o envio dos últimos documentos para o Meta4. A UEL foi a primeira universidade a dar a resposta à proposta do Palácio Iguaçu, depois de a Apiesp, a associação que reúne os reitores das universidades estaduais ter divulgado uma nota hesitante, há uma semana. A proposta do governo era desbloquear a verba de custeio das três universidades que resistem – UEL, UEM e Unioeste – em troca de um projeto de lei que reconheceria o TIDE (Tempo Integral e Dedicação Exclusiva) como regime de trabalho, a entrega dos documentos que faltam para o governo controlar a folha de pagamento via Meta4 e a abertura de uma comissão para discutir a autonomia. A decisão foi tomada por unanimidade.

O clima de opinião dentro da universidade é de que a entrega dos dados para o sistema Meta4 significa, na prática, abrir mão da autonomia de gestão da universidade, com impacto na pesquisa e na extensão – já que o governo poderia, por exemplo, dizer em que áreas ou em que pesquisas pagaria o TIDE, que é um regime de trabalho vinculado à participação em projetos de pesquisa e extensão.

Paralisação

Em assembleia realizada hoje pela manhã, os professores decidiram por uma paralisação no dia 20 de junho, próxima terça-feira. A paralisação é em protesto e em sinal de resistência contra a tentativa do governo de controlar politicamente as universidades, com o controle da folha de pagamento.

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