Manifestação em defesa da UEL reuniu milhares de estudantes, servidores e professores

O frio da manhã de quinta-feira não foi suficiente para esfriar a indignação de estudantes, servidores e professores da UEL, que fizeram uma manifestação percorrendo diversos Centros de Estudos, passando pelo letreiro da universidade, fechando a PR-445 por cerca de 15 minutos, para acabar no Restaurante Universitário. Os organizadores não divulgaram números, mas alguns participantes estimaram entre 2 mil e 3 mil pessoas. O objetivo do ato foi defender a universidade, diante da retaliação imposta pelo governo Beto Richa (PSDB), pela não adesão de UEL, UEM e Unioeste ao Meta4. As três universidades tiveram as verbas de custeio bloqueadas – no caso da UEL foram pouco mais de R$ 6 milhões, dinheiro que garantiria o funcionamento da universidade até setembro.

A passeata, tratada como “cortejo”, saiu do CECA, o “epicentro” da mobilização, passou por CESA, CCE, CTU, CCB, foi ao letreiro, passou pela PR-445 e foi até o Restaurante Universitário, onde foi dissolvida. As palavras de ordem foram dirigidas principalmente a Beto Richa, cobrando a liberação dos recursos bloqueados e pedindo até a saída do tucano, citado nas delações da Odebrecht e da JBS, com o tradicional “Fora Beto Richa”. Nas faixas e cartazes, a hashtag “forçaUEL”, que ganha força nas redes sociais, foi uma presença constante.

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