Se candidato em 2018, Kireeff chegará à terceira eleição por três partidos diferentes

Há algumas semanas, quando o ex-prefeito Alexandre Kireeff conversou com o deputado estadual licenciado e secretário de Estado Ratinho Júnior, cacique do PSD no Paraná e provável nome do partido para disputar o governo em 2018, cogitou-se que o londrinense poderia ser candidato a vice-governador na chapa do partido ou então disputar uma cadeira no Senado. Seria a acomodação ideal dentro do PSD. Mas a intenção de Kireeff não é ser figurante. Se disputar as eleições do próximo ano, provavelmente seja candidato a governador, mesmo que na condição de “outsider”, mas podendo fazer o discurso da novidade, da independência de esquemas políticos tradicionais, a mesma linha que o fez vencer a eleição de 2012 em Londrina – em 2012 Kireeff realmente foi um outsider.

Apesar do discurso alternativo, se Kireeff for candidato a governador em 2018 estará disputando a sua terceira eleição pelo terceiro partido diferente. Foi candidato a deputado estadual em 2010 pelo PMDB de Roberto Requião; foi candidato a prefeito de Londrina pelo PSD; e a terceira disputa, se houver, será por um terceiro partido. Uma rotatividade partidária que não incomoda parte do eleitorado, que não se preocupa com partidos (assim como os partidos não se preocupam com o eleitorado, já que, como diria o presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia, do DEM/RJ, o “Botafogo” da lista da Odebrecht, a agenda do Congresso é a do mercado, não a da sociedade).

Mas três partidos em três eleições diferentes é uma trajetória que não demonstra renovação de hábitos políticos. Daria até para pedir música no Fantástico, mas…

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *