Procuradoria desembarca em Londrina para investigar denúncia de auditor

A Procuradoria de Justiça desembarca amanhã, em Londrina, para tomar depoimentos na investigação que apura a denúncia do auditor fiscal Orlando Aranda, de que promotores do Patrimônio Público e do Gaeco teriam sido “seletivos” ao não investigar e nem denunciar um contador que presta serviços ao promotor Renato Lima Castro. A denúncia foi feita durante o interrogatório de Aranda, numa audiência da ação penal da Publicano IV e a investigação foi aberta também a pedido dos promotores. Nesta quinta-feira devem ser ouvidos os promotores que atuam na Operação Publicano, além de Aranda e do principal delator, o auditor fiscal Luiz Antônio de Souza. A defesa de Souza diz que o delator não lembra de fatos envolvendo esse auditor.

Aranda é réu em diversas ações da Publicano e foi condenado em primeiro grau a 14 anos de prisão na ação penal Publicano I – ele e os outros condenados estão recorrendo em liberdade. Na Publicano, o Gaeco investiga a denúncia de que auditores fiscais, empresários e contadores teriam formado uma organização criminosa para facilitar a sonegação fiscal mediante o pagamento de propina. Revisando as fiscalizações feitas pelos réus da Publicano, forças-tarefa da Receita Estadual cobram R$ 2,08 bilhões de empresas entre impostos sonegados, multas e juros. Cinco Processos Administrativos Disciplinares (PADs) foram abertos para investigar a conduta dos auditores. O único que foi encerrado resultou na demissão de Luiz Antônio de Souza, o principal delator. Os outros quatro se arrastam há um ano e meio, quando o tempo normal de um PAD é de 90 dias prorrogáveis por mais 90 – quando os PADs foram abertos, a Receita Estadual afirmou que esses processos poderiam demorar mais tempo, por conta da complexidade do caso.

A Receita Estadual disse ao Baixo Clero no começo do mês que os PADs “avançaram” e estão em fase final.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *