Com delação, JBS colocou em xeque as próprias doações oficiais

Embora o texto da postagem estivesse bem claro, é importante lembrar que os 22 políticos paranaenses que receberam R$ 17 milhões para as suas campanhas da JBS, a empresa autora da “delação do fim do mundo” em vigor, o fizeram dentro das normas legais em vigência na época das eleições, em 2014. Entre eles está o atual prefeito de Londrina, Marcelo Belinati (PP). No ranking das doações paranaenses da empresa estão Gleise Hofmann (PT), com R$ 8,6 milhões, Roberto Requião (PMDB), com R$ 2,4 milhões, Ricardo Barros (PP), com R$ 1,250 milhão e Beto Richa (PSDB), com R$ 1,001 milhão.Marcelo Belinati recebeu R$ 400 mil.

Todos esses valores foram declarados à Justiça Eleitoral e podem facilmente ser constatados na prestação de contas dos candidatos, disponível no site da Justiça Eleitoral. Informação pública. No caso do hoje prefeito de Londrina, o dinheiro foi dado do diretório nacional do seu partido, o PP, que repassou para a campanha. Até então não há nada de estranho. Era a norma vigente na época – embora hoje haja o entendimento de que pessoas jurídicas (empresas) não podem fazer doações para campanhas eleitorais. A questão é que quem está colocando em xeque as próprias doações, tratando-as como propina, é a JBS. Inclusive os R$ 400 milhões doados oficialmente a mais de 1.800 políticos brasileiros.

A suspeita é levantada pelos agora delatores da JBS. Logo, não há muito mais a ser dito.

 

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