A reação do Coletivo de Sindicatos na visão do Jornalismo Periférico

SINDICATOS SE REÚNEM EM CARÁTER EMERGENCIAL PARA DISCUTIR MEDIDAS CONTRA POSTURA DE VEREADOR LONDRINENSE

Entidades planejam ações coordenadas na justiça e na Comissão de Ética da Câmara Municipal

 

Texto e fotos: Bruno Amaral – Jornalismo Periférico

 

Trabalhadores, sindicalistas, lideranças comunitárias, religiosas e de movimentos sociais de Londrina e região, que estiveram presentes na greve geral da última sexta-feira (28), participaram de uma reunião de emergência convocada pelo Sindicato dos Bancários de Londrina, organizada no final de semana pelo comitê dos sindicatos da cidade, que abrange 33 entidades. Eles vão discutir quais serão as mediadas que as classes trabalhadoras vão tomar com relação às ofensas proferidas pelo vereador Filipe Barros (PRB) contra os trabalhadores grevistas na manhã do dia 28.

As principais deliberações da reunião foram pela criação de um grupo de advogados que serão responsáveis por todas as medidas judiciais cabíveis a serem tomadas contra o parlamentar; pela representação no Conselho de Ética da Câmara Municipal de Londrina a fim de oferecer denúncia e solicitar providências; por tirar um compromisso público da Arquidiocese de Londrina em consonância com a CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil) a fim de restringir as ações políticas do parlamentar no espaço das igrejas e pela elaboração de uma nota de repúdio coletivo.

O Presidente do Sindicato dos Eletricitários do Norte do Paraná, Sandro Adão Ruhnke, criticou a ação que segundo ele é incompatível com o decoro parlamentar. “É inadmissível uma pessoa que compõe um conselho que trata justamente os direitos humanos, afronta os seres humanos, os trabalhadores de forma ofensiva, fazendo bullying e chacota”, lamenta.

Representando lideranças religiosas que não concordam com o fato, o Padre Cristiano Bento dos Santos disse que o parlamentar tem utilizado a estrutura da igreja para semear a discórdia e a divisão na cidade. “Estou aqui para fala em nome de alguns padres que não apoiam esse cidadão porque nós precisamos levar o amor, e não a discórdia. Nós devemos lutar pelo nosso trabalhador. Nosso trabalhador já sofre tanto nessa cidade. Agora, levar nome de vagabundo, isso não está certo”, afirma.

O clérigo também comenta que um colegiado de presbíteros vai se reunir para refletir sobre a atitude do parlamentar e deliberar possíveis medidas. “Infelizmente nós temos grupos dentro da igreja que estão chocando o ovo da serpente. Então, o que nós pudermos fazer para não deixa-lo mais espalhar, usar a Igreja Católica para semear a divisão, nós vamos trabalhar em prol disso”, afirma o Padre Bento.
Uma manifestação na Câmara Municipal foi marcada para próxima quinta (4), às 13h. Trabalhadores de Londrina e região firmaram compromisso para comparecer ao ato levando cartazes e suas carteiras de trabalho.

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