Administração municipal avalia mudanças no passe livre

A administração municipal discute internamente uma proposta de mudança na política de passe livre implantada ao longo da gestão do ex-prefeito Alexandre Kireeff (PSD). Ainda não há uma posição fechada, mas há um debate interno em curso e que pode ser definido nos próximos dias. O Comitê pelo Passe Livre postou em sua fanpage no Facebook a informação de que o projeto iria para a Câmara até o fim desse mês. Talvez o prazo previsto pelo movimento não seja cumprido, mas é provável que seja encaminhado um projeto de lei em breve tratando dessa matéria. Até agora, de concreto, uma pequena mudança na normatização do passe livre, para a qual não houve necessidade de projeto de lei: até o ano passado era preciso morar a no mínimo um quilômetro de distância do local de estudo para recebre ser o benefício, A distância mínima agora é de 1,5 quilômetro.

 

O debate interno da administração municipal sobre o passe livre é movido a alguns números: no ano passado a prefeitura investiu R$ 25 milhões na política. A previsão para esse ano é de R$ 33 milhões. Mas em abril, a CMTU solicitou o empenho de R$ 4,4 milhões para pagar o benefício. Se mantida essa média ao longo dos 10 meses letivos, a conta poderá ficar em R$ 44 milhões no ano. Abril foi o primeiro mês em que quase toda a educação funcionou. Isso porque as aulas da UEL começaram no dia 17 de abril.

Se confirmada a tendência de mudar o passe livre, a atual gestão abre duas frentes de embate político: de um lado, enfrentaria a gestão anterior, que terminou de implantar a medida em 2016, incluindo estudantes universitários de graduação e pós-graduação entre os beneficiários.Em outra frente, a atual gestão enfrentaria os estudantes, tanto os do Comitê pelo Passe Livre, quanto outros segmentos estudantis que, no ano passado, surpreenderam ao ocupar escolas para protestar contra a reforma do ensino médio.

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