Administração municipal diz que primeiros 100 dias foram usados para “planejamento” e “ajuste fiscal”

Em vez de se restringir ao “mimimi”, choramingando por não ter recebido uma avaliação chapa-branca da imprensa nos 100 dias de gestão, a administração do prefeito Marcelo Belinati (PP) apresentou a sua própria leitura do período. Avaliação da qual pode-se até discordar, só não pode mesmo é desqualificar. Todos os atores sociais têm o direito de manifestar o seu ponto de vista no espaço público – ou domínio público para os arendtianos que leram a 11ª Edição de “A Condição Humana” – que tem na pluralidade uma de suas características fundamentais. A supressão dessa pluralidade deve ser vista com cautela: é sinal inequívoco de totalitarismo.

Avaliação

Na avaliação divulgada pelo Núcleo de Comunicação da prefeitura, a nova administração usou os primeiros 100 dias para “um planejamento minucioso com diagnóstico das metas que serão estabelecidas em curto, médio e longo prazos para a solução dos problemas encontrados na cidade”. Na avaliação, a administração municipal também aponta a implementação de um “ajuste fiscal para equilibrar as finanças” nesse período inicial da gestão. “A prefeitura iniciou o ano com medidas de cortes e contenções de recursos para fazer frente às despesas”, diz o texto, fazendo referência a cortes de cargos comissionados e execução fiscal de devedores de tributos municipais.

A íntegra do balanço dos 100 dias, publicada pelo N.Com pode ser lida nesse link.

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