Não fui protestar – parte 2

Por Gabriel Antunes da Silva

Advogado

Foi candidato a vice-prefeito pelo PMN

Nas redes sociais, é importante ser sucinto. Pensando nisso, em minha publicação de ontem falei apenas o necessário. Então, segue um texto complementar:

a. exercer algum dos poderes do Executivo ou Legislativo somente é possível sendo eleito, recebendo VOTOS;
b. sim, enquanto a regra do Poder for o VOTO, é correndo atrás de votos que se promoverá a mudança desejada; seja você um anarquista ou não, seja você um desiludido com a política ou não, atualmente só o VOTO pode oferecer “A Caneta”;
c. para disputar uma eleição ao Executivo ou Legislativo é necessário estar filiado a um Partido Político;
d. em sua maioria, os partidos políticos são dominados por pessoas de conduta questionável, cujo interesse-fim é ser eleito e NEGOCIAR os rumos do Brasil e/ou do Estado e/ou do Município;
e. uma vez eleito, é possível exercer democraticamente o Poder conferido. Bingo!;
f. ATUALMENTE, a única forma de “descorromper” a política e de rebobinar a fita do “fracasso” é contar com pessoas não-corrompidas, por tanto, é necessário estar filiado e correr atrás de votos;
g. quem está hoje no poder não quer democracia participativa, sendo necessário que outros – que compreendam essa “nova” forma de democracia – ingressem no mundo político (filiação, eleição) para mudar as regras do jogo;

h. associativismos diversos (igreja, associação de bairro, sindicatos etc.) são importantes, muito importantes, exercem pressão política etc., mas não são os donos da “Caneta”;
i. abaixo-assinados, manifestações e protestos públicos, tudo é válido, mas não são absolutos em frear as mudanças que não queremos e/ou realizar as mudanças que desejamos – passada a pressão pública, a “Suruba” continua;
j. apesar de reiterados movimentos públicos de pressão ao longo de anos, observa-se que nossos governantes do Executivo e do Legislativo continuam a fomentar “Frankenstein” jurídicos e políticos;

k. sou favorável à livre manifestação;
l. acho legítima a manifestação contra a mudança na legislação previdenciária;
m. reconheço existir milhões de brasileiros impossibilitados de se manifestar e, por isso, a mobilização de parte dos interessados é uma forma de dar voz a todos os demais;
n. quem não participa de protestos jamais pode ser taxado de omisso, de maneira alguma! No meu caso, ter disputado uma eleição entre “meia-dúzia” de candidatos significou maior exposição do que estar entre 50 mil pessoas nas ruas de uma cidade de 550 mil habitantes (Londrina, por exemplo). Ambos são posicionamentos;

===> o que eu proponho é: goste ou não da política, queira ou não disputar uma eleição, você precisa reunir um grupo de pessoas e TOMAR o controle dos Partidos Políticos de sua Cidade e do seu Estado – experimente fazer isso e veja quanto será difícil, quase impossível; comece pelos grandes (PSDB, PMDB, PT …)! Leia o regimento interno, avalie o que é necessário para se tornar presidente, vice-presidente, secretário… de um Partido Político e pegue para você a liderança desse INSTRUMENTO DE PODER. Feito isso, a “Caneta” estará em suas mãos, você poderá deliberar quem serão os candidatos da próxima eleição (se o filho de um político graúdo ou se alguém competente). Então, vá e faça o que você esperava que os atuais ocupantes de cargos públicos devessem fazer. Inclusive, se a sua concepção é de que o Voto não pode ser o único meio de exercer o “Munus Publicum”, proponha as mudanças que parecem adequadas.

E, novamente, não se esqueça de NÃO se corromper.

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