Mulheres do MST fazem ato pelo 8 de março e contra a reforma da Previdência

Foto: divlgação

Cerca de 400 militantes de assentamentos e ocupações do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) na região, em sua grande maioria, mulheres, estão protestando, nesse momento, em frente ao prédio do INSS de Rolândia, com uma agenda extensa, mas principalmente lembrando a reforma da Previdência, proposta pelo governo Michel Temer (PMDB), a criminalização dos movimentos sociais e o Dia Internacional da Mulher. De acordo com Jakeline Pivato, que está acampada na região, a mobilização acontece no país inteiro.

“Entendemos que o 8 de março não é uma data de comemoração única e exclusivamente por sermos mulheres. É um momento importante de denunciar as diversas realidades de violações dos direitos das mulheres”, explicou Jakeline Pivato. Ela afirmou que a manifestação de hoje, com o protagonismo das mulheres, dá a largada para uma série de mobilizações nacionais contra a reforma da Previdência. “Vários itens dessa proposta de reforma que vem a destruir com o universo das possibilidades de aposentadoria, desde o aumento da idade mínima, como extinguir os benefícios possíveis que um trabalhador pode vir a conquistar”, criticou a ativista. Segundo ela, as propostas do “governo golpista de Temer” tem como objetivo “inviabilizar a Previdência pública”, privatizando a previdência no país. No caso dos trabalhadores rurais as dificuldades impostas pela reforma do governo Temer são ainda maiores.

Na opinião de Jakeline Pivato, “a mídia faz um trabalho bastante mentiroso do que de fato está em jogo”. “A história da Previdência falida [que faz parte do discurso do governo], temos dados, elementos que comprovam que isso não é real. As grandes corporações devem ao INSS”, criticou.

Criminalização

Jakeline Pivato também fez referência à “criminalização dos movimentos sociais” e citou como exemplo a tentativa da Polícia Militar de fazer a reintegração de posse de uma área ocupada pelo MST, o acampamento Herdeiros da Luta, em Porecatu, onde estão acampadas cerca de 400 famílias, desde 2008. “Ontem vivemos um cenário de invasão da PM numa das nossas áreas, com uma ação truculenta, agredindo trabalhadores que trabalhavam na roça”, afirmou.

Foi lembrada ainda a situação da jovem Fabiana Braga, de 22 anos, presa em novembro do ano passado, em Laranjeiras do Sul. “Estamos pedindo a soltura imediata da Fabiana, que esta presa única e exclusivamente por ser uma sem-terra”, concluiu.

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