Gestão Kireeff fechou no azul graças a “receitas extras”, diz Controlador

A prestação de contas do último quadrimestre de 2016, feita ontem, na Câmara, foi mais um capítulo da “guerra fria” entre a gestão do prefeito Marcelo Belinati (PP) e a do ex-prefeito Alexandre Kireeff (PSD). Ex-secretários da gestão Kireeff foram à audiência para acompanhar e rebater informações. Daniel Pelisson (ex-secretário do Planejamento) deu entrevista.

Para além da queda de braço entre as duas equipes, a notícia relevante é que as contas de 2016 fecharam com um saldo positivo de R$ 5 milhões (superávit financeiro, dinheiro em caixa), mas porque a prefeitura obteve receitas extras, entre elas o Profis – a gestão Kireeff começou falando que não faria Profis porque esse tipo de medida facilita a vida dos “maus pagadores” em detrimento dos “bons pagadores”.

O Profis é um programa de oferecer desconto de juros e multas, para facilitar o recebimento de impostos atrasados, a chamada dívida ativa. Em dois dos quatro anos da gestão Kireeff houve Profis e sem ele a conta não fecharia. A previsão apocalíptica de déficit de R$ 70 milhões e atraso na folha de pagamento não se realizou. Para esse ano, a nova gestão projeta um déficit de R$ 120 milhões.

Uma questão importante apresentada na reunião de ontem, coloca a discussão sobre as finanças de Londrina em outro patamar: segundo o Controlador Geral do Município, João Carlos Perez, a prefeitura tem um “déficit crônico” desde 2009. Significa que há quase uma década as contas só fecham com receitas extras. Tanto que de 2009 a 2016, só não houve Profis em 2013 e em 2014.

No fim das contas, a administração Kireeff nem foi um oásis de gestão técnica, como querem os áulicos do status instalado até 31 de dezembro de 2016 e nem terra arrasada, como querem os áulicos do status instalado a partir de 1º de janeiro de 2017. Foi uma gestão comum, mediana, que avançou em algumas áreas e patinou em outras tantas. Como acontece na vida real e longe do markegint político. Até porque as restrições orçamentárias são um choque de realidade para todas as administrações municipais de Londrina.

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