Evasão entre os estudantes que ingressaram pelas cotas é menor; diferença entre notas é mínima

Os números da evasão escolar também são favoráveis às manutenção da política de cotas na UEL. Entre os estudantes que ingressaram na universidade em 2015 pela cota para negros, 92,21% continuavam em seus cursos no final de 2016 (evasão de 7,79%); entre os que entraram pelas cotas para escolas públicas, o percentual de permanência foi de 91,35% (evasão de 8,65%) e entre os que entraram pelo sistema universal, o percentual de permanência foi de 90% (10% de evasão).

Essa relação não se restringe aos calouros. No caso dos estudantes do segundo ano (que entraram em 2014), a taxa de permanência entre os negros que entraram por meio das cotas foi de 85% no final de 2016 (15% de evasão), ante 84% de permanência nos que entraram pelas cotas para escolas públicas (16% de evasão) e 80% entre os que entraram pelo sistema universal (20% de evasão).

Entre os que ingressaram em 2013, a taxa de permanência entre os que entraram pela cota para negros é de 78,19% (21,81% de evasão), 80,13% dos que entraram pelas cotas para escolas públicas (19,89% de evasão) e 75,33% entre os que entraram pelo sistema universal (24,78% de evasão).

Notas

No caso das notas, os estudantes que ingressaram pelo sistema universal ficam um pouco à frente dos que entraram pelo sistema de cotas, mas a diferença é mínima. Dois exemplos comprovam essa afirmação.

No curso de Medicina, em que a média geral do 1º ano é de 7,85, os estudantes do sistema universal têm média de 8,1, enquanto tanto os que ingressaram pelas cotas para as escolas públicas quanto os que ingressaram pelas cotas raciais têm média de 7,7.

No Direito a média geral do 1º ano é de 8,15. A média dos estudantes que entraram pelo sistema universal é de 8,3, frente a 8,1 dos que ingressaram pelas cotas para escolas públicas e 7,5 dos que ingressaram pelas cotas para negros.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *