Com inquérito sobre chacina inconcluso, Justiça reintegra Eguedis à PM

O capitão Ricardo Eguedis, que já foi porta-voz do 5º Batalhão da PM, será reintegrado às suas funções na polícia, por determinação da 1ª Vara Criminal de Londrina. A decisão foi proferida no dia 9 de fevereiro. Eguedis e outros policiais são investigados no episódio da chacina ocorrida no final de janeiro do ano passado, em Londrina, quando 12 pessoas foram assassinadas em menos de 12 horas. A primeira vítima foi um policial militar – todos os outros mortos eram civis e seis não tinham antecedentes criminais. Na mesma madrugada, 15 pessoas foram baleadas. Eguedis, que foi alvo de um mandado de condução coercitiva, está afastado desde maio do ano passado. Na mesma oportunidade, outros cinco PMs foram conduzidos e seis foram presos temporariamente, numa operação deflagrada para esclarecer os crimes.

A justificativa para reintegrar Eguedis é que o inquérito aberto pela Polícia Civil em maio do ano passado ainda não foi concluído. “Considerando que as investigações preliminares do inquérito não se findaram e que o policial militar Ricardo Eguedis está afastado das funções públicas desde maio de 2016, entendo que a reintegração do mesmo em sua função pública não representa descrédito à Justiça e dado ao fato da demora para conclusão do inquérito”, escreveu a juíza Elizabeth Khater no despacho.

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