Defesa de ex-delator diz que sem acordo com MP é melhor arquivar processo do STJ

A defesa do auditor fiscal Luiz Antônio de Souza protocolou sexta-feira um requerimento junto à Polícia Federal, dizendo que só vai “esclarecer todos os fatos e outros no âmbito da Justiça Federal” se firmado um acordo de delação premiada que reduza as punições impostas a ele. Sem acordo, a sugestão da defesa é de que o inquérito do Superior Tribunal de Justiça (STJ) aberto para investigar a denúncia de que dinheiro de propina teria sido destinado à campanha do governador Beto Richa (PSDB) à reeleição, em 2014, seja arquivado. O inquérito foi aberto a partir de declarações de Souza, que em maio de 2015 firmou um acordo de delação premiada com o Ministério Público Estadual, acordo que foi rompido em 2016, porque no entendimento do MP, ele teria extorquido um empresário para não citá-lo em depoimentos. Souza nega. A defesa busca um novo acordo de delação premiada, seja com o MP Estadual, seja com o MP Federal.

O ex-delator da Publicano foi intimado na quinta-feira da semana passada para depor na Polícia Federal, em cumprimento a uma carta precatória no inquérito do STJ. A data do depoimento não foi confirmada em decorrência do depoimento de Souza nas audiências de instrução da ação penal da quarta fase da Operação Publicano.

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