Servidora acusa Boca Aberta de quebra do decoro por “prevaricação e abuso de autoridade”

Os episódios na UPA do Jardim do Sol já renderam ao vereador Émerson Petriv (PR), o Boca Aberta, duas representações, que serão analisadas pela Comissão de Ética da Câmara – que só será definida no dia 2 de fevereiro. A primeira foi do Sindicato dos Médicos, que alega que o vereador teria desrespeitado profissionais de saúde, nas fiscalizações das escalas, que ele veiculou em vídeos, no seu perfil no facebook – o vídeo mais popular viralizou e teve 696 mil visualizações e a soma dos vídeos dele chega a 4 milhões de visualizações.

A segunda representação foi feita pela servidora pública Regina Amâncio, que faz quatro alegações para dizer que o vereador cometeu quebra do decoro parlamentar: abuso de autoridade, prevaricação, falsificação de selo público e uso de equipamento restrito – colete à prova de balas. No caso do colete à prova de balas, com o qual Boca Aberta aparece em alguns dos seus vídeos – inclusive na UPA – Regina Amâncio alega que o uso é restrito e controlado, segundo portaria do Departamento de Logística do Ministério da Defesa. A “falsificação de selo público” se justifica pelo uso de um brasão governamental no colete.

Com relação às denúncias de prevaricação e abuso de autoridade, entram em discussão aspectos polêmicos da atuação do vereador. Para Regina Amâncio, a prevaricação teria ocorrido porque o vereador não teria comunicado os problemas nas escalas de plantão da UPA aos órgãos competentes. “A autoridade pública não tomou as providências que lhe competem”, explicou. Ela afirmou que Boca Aberta deveria ter encaminhado a denúncia imediatamente. Para Regina Amâncio, a demora em encaminhar a denúncia também se enquadraria como prevaricação.

Com relação ao abuso de autoridade, a alegação é de que o vereador teria se excedido no tratamento dispensado aos profissionais que trabalham na UPA.

“Eu entrei com a representação porque a situação da Autarquia de Saúde é acachapante, por anos a fio tivemos secretários de Saúde sem prestigio e credibilidade, que geraram escândalos nacionais”, argumentou a  servidora, atribuindo a essa falta de credibilidade o déficit de 139 médicos na rede municipal de Saúde. “Os médicos não querem trabalhar em Londrina”, prosseguiu. Ela argumentou ainda que a “falta de respeitabilidade e credibilidade interfere no serviço que [a prefeitura] presta”. “Nunca tivemos uma gestão com tanto pregão dando deserto”, concluiu. Para ela, a forma de atuação de Boca Aberta dificulta a retomada da credibilidade, que na avaliação da servidora, é uma possiblidade com Luiz Koury como secretário de Saúde.

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