Administração da UEL não descarta novas ações contra estudantes

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No documento em que manifesta o desinteresse em  continuar com o interdito proibitório contra estudantes, a administração da UEL demonstra que ainda não desistiu totalmente de judicializar a relação com o movimento estudantil. No documento, a reitoria afirma que “as providências a serem adotadas, em razão das consequências do movimento estudantil, especialmente danos, são de natureza administrativa, e, se necessário, serão objeto de medida judicial específica”.

Outra informação importante que aparece no documento apresentado à Justiça é que a ideia de que a gestão da reitora Berenice Jordão tenta criminalizar o movimento estudantil – ideia que foi objeto de uma moção em apoio aos estudantes, com mais de 670 adesões – incomoda a  direção da universidade. A reitoria alega que a intenção da ação não foi criminalizar o movimento, mas “apenas do exercício do direito de ação assegurado constitucionalmente”.

No texto de três páginas, ainda há espaço para um ato falho, quando a administração da UEL afirma que “a retomada das atividades acadêmicas e o término do movimento estudantil” recolocaram a normalidade na UEL. Na verdade, o que acabou no fim de novembro foi a greve. O movimento estudantil e o DCE continuam atuando normalmente, apesar de o clima de exceção existente no país e os radicais sonharem em coloca-los na clandestinidade.

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