The Intercept Brasil: banco de dados criado para proteger terras indígenas virou “superbanco de dados” para arapongagem

Reportagem do jornalista Lucas Figueiredo, publicada no The Intercept Brasil, mostra que um grande banco de dados criado em 2005, no primeiro governo do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT), com o objetivo de proteger territórios indígenas, pequenos agricultores e o meio ambiente, foi transformado numa estrutura para a vigilância sobre movimentos sociais. O sistema tratado pelo The Intercept Brasil como “um superbanco de dados” foi transformado, nas mãos do Gabinete de Segurança Institucional e da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), sucessora do Serviço Nacional de Informações (o SNI da ditadura militar), que busca informações sobre greves, mobilizações, manifestações e até a atuação de ONGs em todo o país. O potencial dessas informações é reprimir politicamente movimentos que contestam o governo. A estrutura está mantida no governo de Michel Temer (PMDB).

ministerio-do-silencioLucas Figueiredo é um especialista em serviço secreto no Brasil. Ele é autor do livro reportagem “Ministério do Silêncio”, que investiga a arapongagem do governo brasileiro de 1927, ainda na República Velha e antes da Era Vargas, até 2005, no primeiro governo Lula. No livro, o jornalista mostra que a atuação da chamada “comunidade de informações”, muito ativa durante a ditadura militar (1964-1985), nunca parou de atuar, mesmo sob a democracia.

Especialistas ouvidas na reportagem do The Intercept Brasil disseram considerar preocupante que esse esquema tenha sido montado em plena democracia e por um governo dito de esquerda.

Leia a reportagem completa nesse link.

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