Assembleia pode definir o fim da greve estudantil

Começa daqui a pouco, no CEFE, no campus da UEL, a assembleia dos estudantes que pode encerrar a greve estudantil iniciada em outubro. Ao contrário da assembleia anterior, quando a tese da continuação da greve venceu com facilidade, a tendência da assembleia de hoje é por encerrar o movimento. O comando de greve decidiu por defender o encerramento da greve, posicionamento que deve se somar ao dos estudantes que já eram contra o movimento e que foram derrotados na última assembleia.

O movimento perdeu força e vem sendo cercado por uma escalada de judicialização e criminalização das lideranças. A reitoria da UEL entrou com uma ação de interdito proibitório, tentando responsabilizar algumas lideranças, no caso de novas ocupações de prédios acontecerem. Hoje, no CECA, algumas ocupações estavam sendo desmontadas. A escalada pela judicialização e criminalização do movimento ganhou mais um capítulo hoje, quando o Ministério Público emitiu uma recomendação para que a decisão do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE) suspendendo o calendário fosse revogada. Se não for, o MP ameaça processar a reitora Berenice Jordão e os membros do CEPE por improbidade administrativa.

Apesar dos ataques, caso a assembleia desta noite decida pelo fim da greve, o movimento será encerrado, mas pela vontade dos estudantes e não pela escalada de criminalização.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *