O silêncio dos deputados

Desde outubro, logo depois do primeiro turno das eleições municipais, cerca de 900 escolas de ensino médio foram ocupadas no Paraná. Diversas universidades estaduais e federais foram ocupadas por estudantes – no Paraná e em vários estados. Professores e servidores da rede estadual de ensino, estudantes, professores e servidores de universidades estaduais, como a UEL fizeram greve e o governo do estado foi em frente com o firme propósito de não cumprir o acordo que pôs fim à greve de 2015 do funcionalismo,

Os principais pivôs da discórdia são a PEC 241 – que tramita no Senado sob o número 55 -, a reforma do ensino médio que o governo pretende fazer por meio de Medida Provisória e o que o funcionalismo estadual tem chamado de “calote” que o governador Beto Richa (PSDB) tenta impor.

Tudo isso tem provocado, além de insegurança jurídica, um ambiente político conturbado. E os políticos? Os três deputados federais e os três deputados estaduais com base em Londrina pouco ou nada fazem com relação a esses temas.

Na bancada federal, um silêncio ensurdecedor, inclusive no que diz respeito às questões que dizem respeito ao Congresso, caso da PEC que “congela” investimentos públicos em áreas com saúde, educação e segurança, entre outros. Na bancada estadual, os deputados governistas Tiago Amaral (PSB) e Cobra Repórter (PSC) evitam qualquer movimento que possa desagradar o Palácio Iguaçu. Só Tercílio Turini (PPS) tem atuado com relação ao chamado “calote” que o governo tenta impor.

Com esse silêncio indecoroso, pode-se dizer que Londrina e a região carecem de representação política. Em Brasília e em Curitiba.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *