UEL entra na Justiça para impedir que estudantes façam novas ocupações de prédios

A administração da UEL entrou na Justiça com uma ação pedindo que os estudantes sejam proibidos de fazer novas ocupações de prédios da universidade. A ação foi protocolada na sexta-feira, um dia depois de estudantes aprovarem a continuidade da greve iniciada no mês passado, em assembleia com mais de 1.600 pessoas, e dia em que os prédios da reitoria e da UEL FM foram desocupados. Trata-se de uma ação de interdito proibitório, no qual a universidade pede uma liminar proibindo o Diretório Central dos Estudantes (DCE) e os estudantes de fazerem novas ocupações sob pena de multa. Por outro lado, a universidade, não pede a reintegração de posse dos prédios ocupados no Centro de Educação Comunicação e Artes (Ceca), que seguem ocupados. A ocupação dos prédios do Ceca foi citada na ação. A Justiça ainda não decidiu sobre o pedido de liminar.

Na ação, a UEL alega que existiriam “ameaças” de novas ocupações, como no caso do Centro de Centro de Estudos Sociais Aplicados (Cesa) – ironicamente os procuradores da UEL erraram a sigla, chamando de “Centro de Ciências Sociais Aplicadas”. “Existem notícias de que a próxima invasão seria do CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADOS”, diz a UEL na ação. Segundo a universidade, “o diretor do Cesa, professor Azenil Staviski, vem recebendo ameaças de invasão do prédio”. A informação sobre a suposta ocupação do Cesa vem circulando no whatsapp desde sexta-feira, mas até aqui não foi concretizada.

A universidade argumenta ainda que “a greve estudantil assumiu feições radicais, sendo conduzida por grupo de estudantes que não admite qualquer diálogo ou pensamento contrário à própria convicção absoluta” e que “apesar de se colocarem na posição de quem busca o diálogo, em verdade somente admitem posicionamentos que sejam conforme seus próprios interesses”. Os estudantes alegam que desde outubro buscam discutir uma pauta de negociações com a reitoria, mas só foram recebidos pela reitora Berenice Jordão depois de ocuparem o prédio da reitoria.

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