Governo deixa negociações e servidores podem ficar sem data base em 2017

O governo do Estado rompeu unilateralmente as negociações com os sindicatos de servidores estaduais, sobre a manutenção da data-base para janeiro de 2017, quando seria paga a inflação de 2016, e decidiu manter a posição de não cumprir o acordo que deu fim à greve do ano passado. A informação foi divulgada pelo Sindiprol/Aduel, que representa professores da UEL. Logo depois do primeiro turno das eleições municipais, no começo de outubro, o governador Beto Richa (PSDB)  encaminhou à Assembleia Legislativa um projeto revogando o acordo, que foi aprovado como lei, no ano passado, pela mesma Alep.

Em texto divulgado na noite de quarta-feira, o Sindiprol/Aduel informa que o governo alegou que o prazo para tramitar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) vence nesta quinta-feira, razão para romper as negociações e enviar a proposta de quebra do acordo.

A primeira quebra de acordo resultou em greves de diversas categorias, que deflagradas em agosto, levaram o governo a recuar e retirar o projeto de lei. Com o fim das paralisações, o governo voltou a recuar da sua palavra mais uma vez. A estratégia dos sindicatos de servidores, agora, deve ser a de tentar conquistar votos para reverter a tendência à quebra do acordo de 2015.

Na reunião em que se retirou das negociações, o governo também anunciou o aumento do vale transporte para algumas categorias do funcionalismo, além do ajuste nos salários de cerca de 9 mil servidores que ganham abaixo do piso regional.

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