Servidores e governo voltam a negociar cumprimento da reposição salarial

Os sindicatos dos servidores estaduais e as Secretarias estaduais da Fazenda e de Administração e Previdência (respectivamente Sefa e Seap), se reúnem na esta quinta-feira, em Curitiba, para discutir uma solução para evitar o recuo do governo no cumprimento do acordo que pôs fim à greve do ano passado – tratado pelos servidores como “calote”. Essa é a segunda rodada de negociações – a primeira foi na terça-feira.

Pelo acordo, o governo deve fazer em janeiro de 2017 a reposição das perdas salariais provocadas pela inflação de 2016. Logo depois do primeiro turno das eleições municipais, o governador Beto Richa (PSDB) enviou à Assembleia Legislativa um projeto revogando a lei que firmou o acordo do ano passado. A ameaça de não cumprir o acordo deflagrou greves na rede estadual de ensino, nas universidades estaduais e até em categorias como a Polícia Civil.

De acordo com o Sindiprol/Aduel, sindicato que representa os professores da UEL, a data limite para o governo reapresentar emendas à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) é 20 de novembro e até lá deve haver uma definição.

Segundo o Sindiprol/Aduel, “a análise das finanças do Estado feita pelos servidores indica que o governo tem condições de honrar com a Lei da data base e as dívidas que tem com algumas categorias. De acordo com esses estudos, o valor de 1,4 bilhão pode ser superado. No entanto, as intenções do governo são diferentes, e na primeira reunião não se chegou a nenhum termo”.

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