Jamil Janene e Pelisson “mitaram” ao tomar “pito” no Diário Oficial

Todo político sonha com uma “imprensa do bem”, o que significa, que só fale bem deles e dos seus atos – os quais eles julgam sempre de forma positiva. No linguajar das redações, a tal “imprensa do bem” é a popular “chapa branca”, oficialista. E não há veículo mais chapa branca que o Diário Oficial. Aliás, ele é o jornal oficial para a divulgação dos atos do poder público. Isso só aumenta a dimensão do mico pago pelo vereador Jamil Janene (PP), que não foi reeleito e do secretário de Planejamento, Daniel Pelisson, que levaram um puxão de orelhas em pleno Diário Oficial. Eles foram objeto de uma nota de repúdio escrita pelo Conselho Municipal de Transparência, porque destrataram e desqualificaram uma conselheira que fez questionamentos sobre as contas públicas. O desagradável episódio aconteceu no final de setembro, a poucos dias do primeiro turno da eleição municipal, quando foi realizada a audiência pública para a prestação de contas do segundo quadrimestre. Como o evento tratava da prestação de contas sobre a situação financeira da prefeitura, era natural que a conselheira fizesse questionamentos.

Jamil Janene, por exemplo, disse que ela “não queria entender” as explicações de Pelisson. O secretário de Planejamento afirmou: “você está lendo bem a propaganda da oposição que eu estou vendo”.

Publicar a nota de repúdio no Diário Oficial – o que significa falar mal do governo no seu próprio jornal -, além do contundente valor simbólico, não foi uma tarefa fácil para o Conselho de Transparência. Houve resistência e demora para a publicação – ela aconteceu um mês depois do ato repudiado pela nota. Mas, no fim das contas, Jamil Janene, a partir de janeiro ex-vereador e Pelisson, que em menos de 60 dias será ex-secretário, conseguiram uma proeza: a de serem criticados no jornal mais chapa branca de Londrina, o jornal  oficial do município. Como se diz hoje em dia, os dois “mitaram”. Ou micaram mesmo…

 

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