Derrota dos Barros em Maringá mexe com o tabuleiro para 2018

A derrota de Sílvio Barros (PP) para Ulisses Maia (PDT) em Maringá, base eleitoral e berço político da família Barros, mexe diretamente com o tabuleiro das eleições de 2018. A derrota dos Barros pode arrefecer os planos do grupo para assumir o governo do estado pelas urnas, e 2018, na sucessão de Beto Richa (PSDB). O PP do ministro da Saúde Ricardo Barros e da vice-governadora Cida Borghetti planejava vencer em Londrina e em Maringá para começar a pavimentar o caminho para o Palácio Iguaçu. Com duas importantes cidades do norte do estado e o próprio governo na mão – num cenário em que Beto Richa renuncia para ser candidato ao Senado, Cida Borghetti disputaria um mandato para o governo do estado ocupando o cargo e com a máquina nas mãos – o grupo aumentaria as suas chances.

Apesar da vitória em Londrina, o grupo foi derrotado em Maringá, o que representa um revés para a estratégia. Em Curitiba, os Barros nem sonharam em decolar, o desempenho da deputada estadual Maria Victória Barros (PP), filha de Ricardo e Cida, foi pífio.

Por outro lado, a vitória do PDT em Maringá recoloca em cena um novo ator: Osmar Dias, ex-senador, que ocupou um cargo no Banco do Brasil durante o governo da presidente Dilma Russeff (PT) e esteve afastado do Paraná. O PDT perdeu na capital, onde tentou reeleger Gustavo Fruet – que nem foi ao segundo turno -, mas venceu no reduto dos Barros. Além dessa primeira vitória, uma eventual candidatura de Osmar Dias ao governo do estado teria a seu favor a facilidade de fazer um discurso de oposição ao desastroso governo de Beto Richa.

É claro que o jogo de 2018  está apenas começando a ser jogado – para os políticos, os eleitores nem sonham com isso – e muita coisa pode mudar no meio do caminho.

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