Vereador eleito ligado ao MBL é acusado de compra de votos pelo Ministério Público

O vereador eleito Filipe Barros (PRB), ligado ao Movimento Brasil Livre (MBL), que combate a corrupção nos governos do PT, está respondendo a um processo na Justiça Eleitoral por suposta compra de votos e abuso do poder econômico nas eleições deste ano. O processo tramita na 41ª Zona Eleitoral. Nele, o MP pede a cassação do registro da candidatura de Barros, o que inviabilizaria a sua posse, em janeiro do ano que vem. A ação tramita desde o dia 30 de setembro, antes da eleição municipal e foi protocolada junto à 42ª Zona Eleitoral, que é o local onde o fato discutido teria ocorrido. Mas por se tratar de situação que pode levar à cassação do registro da candidatura ou do diploma, foi encaminhado para a 41ª Zona Eleitoral, que é responsável pelo registro das candidaturas.

No texto disponível no site da Justiça Eleitoral, a informação é de que “trata-se de notícia de infração eleitoral sobre prática, em tese, de capacitação (sic) ilícita de sufrágio e abuso de poder econômico/político, que poderia culminar na inelegibilidade, cassação do registro ou diploma do candidato diretamente beneficiado e instauração de processo disciplinar e de ação penal se for o caso”.

Procurado pelo Baixo Clero, Barros divulgou uma nota na qual se diz vítima de uma “rede de difamação” que teria montado “uma farsa” para incriminá-lo. Ele atribui o questionamento à sua campanha à CUT e ao PT e em tom provocativo, diz que a advogada que fez a representação “ficou chateada com o fato de que a Câmara não terá nenhum petista nos próximos quatro anos”.Ele disse ter “confiança na Justiça e no Ministério Público” e que esse questionamento “dá confiança e fé para combater o bom combate”.

Abaixo, a íntegra da nota divulgada pelo vereador eleito:

A VERDADE SOBRE #FORAFILIPEBARROS

A rede de difamação que se montou nos últimos meses contra a vitoriosa campanha do vereador Filipe Barros vai bater às portas da Justiça nesta quinta-feira (27). Será uma ótima oportunidade para esclarecer o povo de Londrina sobre a farsa montada pelos grupos políticos derrotados na eleição de outubro.

Desde que o Filipe lançou sua campanha, a companheirada tentou de todas as formas impedir a ascensão do jovem político. Valia tudo: calúnias sistemáticas por rede social, ameaças de agressão, aliciamento de menores para protesto de rua, foto do Filipe estilo bang-bang em escolas invadidas por militantes.

A cereja do bolo veio agora com a ação movida por uma advogada da CUT, ligada à juventude do PT. Decerto a moça ficou chateada com o fato de que a Câmara não terá nenhum petista nos próximos quatro anos. Para ficar em um exemplo melancólico, um dos esquerdistas revoltados com a vitória do Filipe chama-se André Guimarães. Ex-assessor do ex-deputado André Vargas, ele foi citado na revista Veja, de março de 2013 [“O petista que explora, na internet, a indústria da difamação”]. Era apontado como chefe de uma milícia de mentiras petistas das redes sociais. Agora, com seu ex-patrão preso em Curitiba pela Lava Jato, André juntou-se ao coro dos derrotados para atacar o líder da direita londrinense.

Teve gente que até prometeu transformar a vida do Filipe “num inferno”. Ocorre que a chama dessa turma anda meio apagada, principalmente depois da Lava Jato. O inferno da esquerda deu chabu. Nós temos confiança na Justiça e no Ministério Público. O Brasil vive um novo tempo: tempo de Moro, tempo de Carmen Lúcia , tempo de Dallagnol. O bom de trabalhar com a verdade é isto: ela nos dá confiança e fé para combater o bom combate. Apesar do chororô dos derrotados, Londrina vai endireitar.

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