Marcelo Belinati “driblou” os aliados com concurso para secretário

Os aliados e novos áulicos podem até negar publicamente, mas o fato é que, ao anunciar um concurso público nacional para chefiar a Secretaria da Educação, o prefeito eleito Marcelo Belinati (PP) conseguiu dar um “drible” nos aliados, que já esfregam as mãos para dividir os cargos na sua gestão. Além de criar um fato político – o que também foi uma jogada de marketing – o novo prefeito conseguiu poupar pelo menos uma Secretaria das indicações dos aliados. A julgar pelas indicações de um dos aliados da nova gestão – e que também esteve alinhado com a atual gestão -, o PTB do deputado federal Alex Canziani (PTB), para o Núcleo Regional de Ensino em Londrina, o novo prefeito escapou de um verdadeiro mico educacional.

Com a educação resguardada por um processo de escolha que tenta ficar imune à disputa por cargos, resta saber como a nova administração municipal vai se comportar no que diz respeito às outras Secretarias. É claro que o discurso “técnico” do marketing político da administração que está se encerrando é inviável na vida real, tanto que o próprio PTB, ao anunciar apoio à candidatura de Marcelo Belinati informou que estava entregando os seus cargos na prefeitura.

A prefeitura é um espaço da política – na maioria das vezes da pequena política – e as escolhas forçosamente passam por ela, embora a questão técnica não deva ser desprezada e nem tratada como marketing político. A questão é que as escolhas, que passam pela política tanto no sentido da formação da maioria no Legislativo, quanto no sentido da capacidade de dialogar com a sociedade, devem levar em conta também a capacidade técnica dos secretários para lidar com as áreas para as quais foram escolhidos.

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