Professores da UEL mantêm greve por tempo indeterminado

Foto: Aurélio Albano - assessoria Sindiprol/Aduel

Foto: Aurélio Albano – assessoria Sindiprol/Aduel

Em assembleia realizada hoje à tarde, professores da UEL decidiram dar continuidade à greve por tempo indeterminado, contra a proposta do governador Beto Richa (PSDB) de recuar no acordo que deu fim à greve do ano passado. O acordo prevê que a data base deste ano passe para janeiro de 2017 (normalmente a data-base do funcionalismo acontece em maio) e a inflação de 2016 seja paga nessa data-base. Apesar de o acordo ter se transformado em lei, aprovada pela Assembleia Legislativa (Alep), o governo insiste que não é possível cumpri-lo, apesar de o estado ter fechado 2015 com um superávit de R$ 1,9 bilhão, fruto de um tarifaço implantado pelo atual governo.

A decisão de manter a greve não foi unânime, mas contou com ampla maioria.

Faixa da discórdia

Durante a assembleia, um grupo minoritário de professores reclamou das faixas confeccionadas pelo Sindiprol/Aduel contra a PEC 241 e o projeto de lei 257. A PEC “congela” os investimentos em saúde e em educação por 20 anos e o projeto estabelece um acordo de renegociação das dívidas dos estados, projetando cortes nos serviços públicos como contrapartida para os estados. Os servidores entendem que na prática a medida encaminha para o arrocho contra a categoria e os próprios serviços públicos.

A direção do sindicato explicou que as faixas expressam a opinião da entidade e do comando de greve e que o “calote” do governo Beto Richa e a PEC 241 são medidas que caminham na mesma direção.

Foto: Aurélio Albano - assessoria Sindiprol/Aduel

Foto: Aurélio Albano – assessoria Sindiprol/Aduel

 

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