Elza acerta na decisão, mas erra no diagnóstico

A vereadora Elza Correira (PMDB) acertou na decisão de não disputar a eleição para manter a coerência e preservar a sua história, mas está errando no diagnóstico. Em vídeo divulgado pelo youtube, a peemdebista explica a decisão de não concorrer colocando tudo na conta da aliança com o PP. Em vez de mirar o belinatismo, de quem é adversária histórica, Elza Correia mira no PP e no seu principal cacique no Estado, o ministro da Saúde, Ricardo Barros. O PP descende da Arena, o partido que deu sustentação política à ditadura militar (1964-1985), era conhecido ironicamente como o partido do “sim, senhor”. Já o PMDB descende do MDB, a única oposição consentida pela ditadura militar.

Para fazer a crítica à aliança com o PP nos termos em que está fazendo, a vereadora teria que avisar o presidente interino Michel Temer, que é do PMDB e que convocou Barros para o seu Ministério, com o pragmatismo político do Brasil pós-ditadura – ironicamente, um pragmatismo batizado de peemedebismo.

De resto, a vereadora também acerta ao criticar Barros e as suas falas e intenções desastrosas, de ataque ao SUS e de dizer que as mulheres trabalham menos que os homens. E ao dar uma dimensão acertadamente política à sua decisão. Veja a íntegra da fala da vereadora.

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