Como não ser preso pela polícia brasileira e pela interpol

Por Nicéia Lopes, Jornalista

Há exatamente 27 anos, no dia 6 de agosto de 1989, Marcos Campinha Panissa matou a ex-esposa Fernanda Estruzani Panissa com 72 facadas no Edifício Hedy, região central da cidade de Londrina. Marcos Campinha Panissa passou pelo primeiro julgamento em outubro de 1991. Na ocasião foi condenado a mais de 20 anos. Mas não foi preso.

Em março de 1992, Panissa foi submetido a outro julgamento e teve a pena reduzida para 9 anos de prisão. A defesa recorreu e um terceiro julgamento foi marcado para 31 de maio de 1995. Panissa não compareceu ao terceiro julgamento e então é considerado foragido da justiça desde 1995. À época, havia informações de que ele havia fugido para os Estados Unidos. O crime ganhou repercussão em 2000, quando o caso foi divulgado pelo programa Linha Direta, da Rede Globo. Recentemente, após o quarto e último julgamento, ele foi condenado a 28 anos de prisão.

O mandado de prisão foi expedido pela 1ª Vara Criminal de Londrina e está transcrito em inglês, pelo fato da existência de informações de que ele possivelmente esteja morando nos Estados Unidos. No dia 19 de junho de 2016 a revista semanal “Fantástico”, da TV Globo, publicou uma reportagem especial para mostrar ao Brasil os dez nomes mais procurados pela polícia internacional, a Interpol. Dentre os principais foragidos estão pessoas acusadas de sequestro, tráfico de drogas, corrupção e inclusive consta o nome de um homem acusado de tentativa de homicídio contra a mulher, no Nordeste. O nome de Marcos Campinha Panissa, que cometeu um dos crimes mais hediondos contra mulher do Brasil, não se encontra na lista.

No momento em que todas as atenções mundo estão voltadas para o Brasil, principalmente na questão da segurança, a prisão de Marcos Campinha Panissa seria mais do que justa, pois o crime que ele cometeu entrou para a lamentável lista dos crimes hediondos contra mulheres no Brasil. E o réu continua a viver livre e solto. Este triste fato mostra como aje a justiça no Brasil.

Reflita: Panissa, autor de um crime hediondo dessa magnitude conseguiu ficar tanto tempo sem ser incomodado. Será inoperância da Polícia brasileira ou da Interpol?

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