Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da UEL luta para ter estrutura

Sem sala fixa e sem funcionários, o Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (Neab), da Universidade Estadual de Londrina (UEL), ganhou apoios importantes na sua luta para manter um trabalho que vem ganhando relevância na educação: às 14h30 desta quarta-feira, o promotor de defesa dos Direitos Constitucionais, Paulo Tavares, se reúne com a reitora da UEL, Berenice Jordão, para endossar as reivindicações do Núcleo.

A estrutura do Neab encolheu na última década, na contramão do crescimento da relevância do Núcleo. Do ponto de vista de estrutura, o Neab mudou de sala oito vezes nos últimos 10 anos. O órgão tinha dois funcionários, mas um foi cedido e o outro está em licença – ou seja, nesse momento o Neab não tem funcionários. A “sede” atual é uma sala cedida pelo Departamento de Ciências Sociais, improvisada, já que ela também é usada por professores que precisam dar orientação para os seus alunos.

Do ponto de vista da relevância, o Neab vai na direção oposta à da sua estrutura: o Núcleo ganhou importância, principalmente por conta da aplicação da política de cotas raciais e da legislação que incluiu conteúdos referentes à história e cultora africana e afro-brasileira nos currículos escolares do ensino fundamental e médio. Como os professores não tiveram esses conteúdos em seus cursos de graduação, o Neab oferece cursos de formação continuada a esses professores.

A reitora da UEL deve ouvir do promotor Paulo Tavares um pedido para que o Neab volte a ter uma sede fixa e a estrutura que garanta a continuidade do trabalho. O Núcleo Regional de Ensino (NRE) e outros órgãos já estão engrossando esse coro.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *