Estadão desanca Barros depois do ministro defender proposta sobre “um assunto que domina mal”

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, foi duramente criticado em editorial publicado na edição de ontem do jornal O Estado de S. Paulo. Para o jornal paulista, a proposta de Barros para criar planos de saúde mais baratos, o que segundo o ministro desafogaria o SUS, “reforça a dúvida – levantada desde o anúncio de sua escolha – sobre a real capacidade para bem gerir um dos setores mais importantes da administração federal”. A proposta foi apresentada por Barros em audiência pública realizada pelo Senado. Detalhe importante, segundo o jornal Folha de S. Paulo, o paranaense recebeu uma doação de R$ 100 mil do empresário Elon Gomes de Almeida, presidente de uma administradora de planos de saúde, para a sua campanha eleitoral, em 2014.

No mesmo editorial, o Estadão lembra que Barros não apresentou sequer uma estimativa de quantas pessoas poderiam aderir aos planos de baixo custo, que ele defendeu. “Em resumo, Barros e seus assessores têm uma ideia muito vaga do que desejam, o que é incompatível com a importância do que está em jogo[…] Nada disso impediu o ministro de pontificar sobre um assunto que, está se vendo, domina mal”.

É uma pena que o Estadão tenha questionado o ministro apenas por ele “dominar mal” o assunto sobre o qual se propôs a defender. Existem outras coisas a serem questionadas, como a defesa, por um político tornado ministro, da ampliação de planos de saúde, tendo ele sido beneficiário por uma doação eleitoral de alguém que tem interesse em… planos de saúde.

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