STF concede HC e solta Paulo Bernardo

O ex-ministro Paulo Bernardo, que atuou nos governos dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Dilma Rousseff (PT), foi solto ontem, quase uma semana depois da prisão decretada dentro da Operação Custo Brasil, um desdobramento das Lava Jato. Bernardo foi solto por conta de uma decisão do ministro Dias Tóffoli, do Supremo Tribunal Federal, que revogou a prisão preventiva decretada em primeiro grau. No despacho, o ministro diz que não havia motivos para a prisão preventiva. Os procuradores que investigam o caso criticaram a decisão. Depois da decisão do STF de conceder habeas corpus ao ex-ministro, a Justiça Federal de São Paulo decidiu soltar os outros seis investigados presos nessa fase das investigações.

O Ministério Público Federal acusa Bernardo de ter recebido R$ 7 milhões em propina, de um desvio de R$ 100 milhões, feito a partir de um contrato do Ministério do Planejamento com a Consist, empresa que gerencia empréstimos consignados de servidores federais. Bernardo nega a investigação. A senadora paranaense Gleisi Hoffmann (PT), que é casada com o ex-ministro, também é investigada na Lava Jato.

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