Finanças da prefeitura entram no debate eleitoral

A situação das finanças da Prefeitura de Londrina deve ser um dos temas da campanha eleitoral deste ano. Ao constatar uma queda da arrecadação em torno de 10% no primeiro bimestre, o prefeito Alexandre Kireeff (PSD) anunciou medidas de contingenciamento para garantir o equilíbrio das contas públicas. Ele afirmou que os efeitos dessas medidas poderão ser melhor avaliados na primeira quinzena de maio. Ali será possível dizer como será o restante do ano. Apesar das dificuldades, atribuídas a um cenário de crise pior do que o previsto quando o orçamento foi elaborado, há cerca de um ano, Kireeff acredita que com cautela e contingenciamento, as finanças chegaram bem ao fim do ano/mandato.

Já no front oposicionista, a fala é que as finanças da prefeitura não resistem até novembro e que o cenário será ainda pior que o admitido pela administração municipal. O discurso oposicionista é de que o adiantamento de algumas receitas – como no caso da Sanepar, em que os R$ 25 milhões, “carimbados” para investimento em questões ambientais, é verdade, mas que antecipa o repasse que seria feito em 30 anos de contrato –, somado ao decreto que permite o uso de depósitos judiciais, são sinais de que as finanças não vão nada bem.

Por enquanto as falas sobre a situação financeira da prefeitura são feitas nos bastidores. Haverá um momento em que ela vai ganhar o centro do debate.

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