Defesa confirma delação premiada de Meirelles; “parlamentar conterrâneo” de Youssef vai aparecer?

A coluna “Delações não premiadas”, da Gazeta do Povo, informou nesta segunda-feira que os empresários Leandro e Leonardo Meirelles, réus da Lava Jato, tiveram acordo de delação premiada homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo a coluna, os dois têm elementos para implicar (ainda mais) o presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB/RJ) nas investigações. Leonardo Meirelles alega ter recebido um depósito de R$ 5 milhões no exterior, dinheiro que teria como destinatário o hoje presidente da Câmara.

Uma curiosidade é se a delação premiada de Leonardo Meirelles vai incluir a citação ao “parlamentar conterrâneo” do doleiro Alberto Youssef. Num depoimento de outubro de 2014 à Justiça Federal, o empresário cita “eventualmente algum padrinho político do passado e provável conterrâneo ou da região do senhor Alberto”, como eventuais beneficiários dos serviços do doleiro, considerado o principal delator da Lava Jato. A pergunta foi feita pelo advogado de Meirelles nessa oportunidade, Haroldo Cesar Nater. O juiz Sérgio Moro interrompeu o réu, antes que ele citasse algum nome ou descrevesse o parlamentar. “Aí o senhor não está entrando nessas identificações, não é doutor”, reagiu Moro. O argumento implícito é de que a citação de parlamentares poderia levar o processo para o STF. Esse trecho está a partir dos 21 minutos do vídeo abaixo, que foi postado pelo site do jornal O Estado de S. Paulo.

Na oportunidade também foi citado o ex-presidente do PSDB, Sérgio Guerra, que segundo delatores teria recebido R$ 10 milhões para esvaziar uma CPI que investigava a Petrobrás, em 2009. Guerra morreu em março de 2010, antes que as acusações viessem à tona e seus familiares negam a acusação.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *