Professores da rede particular tentam recompor perdas salariais

O Sinpro, Sindicato que representa os professores das escolas particulares, está numa queda de braço com o Sinepe, que representa os donos de escolas: os trabalhadores querem reposição da inflação dos últimos 12 meses e mais um aumento real de 0,92% (a entidade pede reposição de 12% ante uma inflação de 11,08%). De acordo com o Sinpro, o sindicato patronal não apresentou proposta. E, mais que isso, trabalha para que as escolas concedam um reajuste de 6%, pouco mais da metade da inflação do período, metade do que os professores estão pedindo.

A estratégia dos professores para driblar a resistência do sindicato patronal é negociar com as maiores instituições de ensino privado. De acordo com o Sinpro, uma das principais universidades particulares da cidade – e maior empregadora –, já sentou na mesa de negociações para negociar e acenou que aceita discutir os 12% pedidos pelos professores.

A postura do Sinepe, de não negociar em tempos de crise econômica, contrasta com o fato de o setor estar expandindo contratações. Segundo reportagem publicada nesta semana na Folha de Londrina, o saldo do setor no Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) é positivo. No confronto entre admissões e demissões, o saldo é positivo em 532 empregos.

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