Governo do Estado tentou anular delação de Luiz Antônio

A informação tornou-se pública na véspera do feriado, na quinta-feira passada, mas é importante e precisa ser repetida: a Procuradoria Geral do Estado (PGE) tentou anular, sem sucesso até aqui, o acordo de delação premiada entre o auditor fiscal Luiz Antônio de Souza e o Ministério Público. O questionamento acontece 10 meses depois de firmado o acordo de delação premiada e logo depois de o Superior Tribunal de Justiça (STJ) ter autorizado a abertura de inquérito para investigar a denúncia de que dinheiro de propina obtido por auditores fiscais teria abastecido a campanha do governador Beto Richa (PSDB) à reeleição.

Segundo a Gazeta do Povo, a PGE questiona o valor das fazendas devolvidas por Souza ao poder público, como parte do cumprimento do acordo. Em entrevista coletiva realizada hoje, em Curitiba, o procurador geral do Estado, Paulo Sérgio Rosso, afirmou que o pedido de anulação foi feito com base em critérios técnicos e visando os interesses do Estado. Ele negou que a tentativa de anular a delação premiada seja uma forma de favorecer Beto Richa, que está sendo investigado a partir das declarações prestadas por Souza. .

Em sua delação, Souza afirma que os auditores repassaram R$ 4,3 milhões para a campanha do tucano à reeleição, dinheiro que teria sido obtido como propina para facilitar a sonegação fiscal de empresas.O governador e o seu partido, o PSDB, negam que a campanha da reeleição tenha recebido recursos ilegais.

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