Membro da Comissão de Justiça critica arquivamento

A “batalha da Caapsml”, em torno das mudanças para enfrentar a crise na caixa de previdência que paga as aposentadorias ao funcionalismo, está só começando. Ontem o prefeito Alexandre Kireeff (PSD) foi a campo, para criticar o vereador Mário Takahashi (PV), presidente da Comissão de Justiça, que decidiu na segunda-feira pelo arquivamento do projeto. A decisão foi adotada por 3 votos a 2. Kireeff demonstrou preocupação porque se a prefeitura tiver que desembolsar R$ 50 milhões por ano, a partir de 2017, para pagar aposentadorias, o superávit contábil de R$ 80 milhões, ostentado no ano passado, cai por terra.

E como superávit contábil não significa dinheiro em caixa, a situação financeira da prefeitura se complica. Em 2014, por exemplo, a prefeitura teve um superávit financeiro em torno de R$ 3 milhões. Se tivesse que desembolsar R$ 50 milhões para as aposentadorias naquele ano, o resultado seria um déficit financeiro de R$ 47 milhões.

A “batalha da Caapsml” ganhou um novo ingrediente: Vilson Bittencourt (PSL), membro da Comissão de Justiça e voto vencido na segunda-feira, criticou a decisão. “Vejo com tristeza esse posicionamento de arquivar um projeto de extrema relevância e necessidade para Londrina”, afirmou Bittencourt, comentando uma postagem no Baixo Clero. “Sem dúvida alguma seremos afetados na saúde, educação, assistência social, bras, etc. O projeto precisa ir ao plenário para que possamos aprimorá-lo e assim não prejudicar nossa cidade. Em resumo é uma irresponsabilidade”, disparou o vereador.

O parecer aprovado pela Comissão de Justiça arquiva o projeto sob a argumentação de que o Ministério da Previdência ainda não se pronunciou quanto à mudanças de mais de 600 aposentados e pensionistas de um fundo para outro.

1 comment for “Membro da Comissão de Justiça critica arquivamento

  1. Leitor Atento
    10 de março de 2016 at 13:30

    O que o vereador só esqueceu de dizer é que ele é da base do prefeito Alexandre Kireeff, aliado de primeira hora. Ao invés de reclamar do arquivamento e de ter sido voto vencido, ele deveria é adotar uma atitude, como fez Mario Takahashi, para contornar o problema que está sendo empurrado, com uma medida paliativa, por esta gestão, amenizando o recolhimento por alguns anos apenas e que, depois, obrigarão as futuras gestões a adotarem, novamente, medidas mais pesadas e onerosas para os cofres públicos para sanar a previdência municipal.

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