Testemunha diz que indicações eram políticas

Um ex-delegado da Receita Estadual em Maringá, arrolado como testemunha de defesa de réus da ação penal da primeira fase da Operação Publicano, admitiu, em depoimento prestado ontem à tarde que os cargos de chefia na Delegacia da Receita eram “indicação política”. Apesar de a testemunha ser de defesa, a declaração foi considerada favorável à tese da acusação, de que havia ingerência política no órgão. Na avaliação do promotor Jorge Costa, que está acompanhando as audiências dessa semana, os depoimentos estão “corroborando as provas documentais” levantadas pelo Gaeco durante as investigações.

Os depoimentos da semana passada foram “comemorados” por advogados de defesa, que avaliavam estar desmontando a tese da “organização criminosa”, alegada pelo Ministério Público. Já os depoimentos dessa semana, de testemunhas indicadas pela defesa, foram considerados positivos para a tese de acusação. “Reafirmam a consistência das provas”, declarou o promotor.

Como não é possível avaliar a tendência da ação por um dia de audiência, é prudente aguardar o desfecho, com a sentença do juiz Juliano Nanuncio.

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