PADs contra auditores tramitam discretamente

Os auditores fiscais acusados de envolvimento nas irregularidades denunciadas no âmbito da Operação Publicano enfrentam três frentes de investigação. No próprio Judiciário, onde já foram protocoladas quatro ações penais e no trabalho da força-tarefa que revisa as fiscalizações sob suspeita e que já chegaram em R$ 915 milhões entre impostos sonegados, multas e acréscimos legais. A terceira frente de investigação são os PADs, Processo Administrativo Disciplinar, que pode resultar na exoneração dos auditores. O Ministério Público defende, inclusive, que auditores que já tenham se aposentado, tenham a sua aposentadoria cancelada em caso de condenação nos PADs.

Até o momento são mais de 70 auditores respondendo aos procedimentos, alguns deles em fase de alegações finais – ou seja, no momento em que os advogados apresentam os seus últimos argumentos em defesa de seus clientes. Isso quer dizer que em breve podem sair decisões administrativas a respeito da conduta dos auditores acusados de envolvimento das irregularidades.

Até aqui os PADs transcorrem discretamente, sem chamar muita atenção, o que pode acontecer no momento em que forem tomadas as primeiras decisões.

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