Receita aponta R$ 915 milhões em sonegação e multas

Já chega a R$ 915,4 milhões o valor apurado pela força-tarefa da Receita Estadual, na revisão das fiscalizações feitas por auditores fiscais denunciados na Operação Publicano, do Gaeco de Londrina. De acordo com a Secretaria Estadual da Fazenda (Sefa), o valor foi informado ontem ao Ministério Público e diz respeito ao andamento das três forças-tarefas que estão em funcionamento na Receita Estadual. Nesse valor estão incluídos multas, juros e acréscimos legais, além dos impostos sonegados. Elas dizem respeito aos últimos cinco anos – que é o limite para que se cobrem impostos atrasados, sob pena de prescrição da dívida.

Na parcial anterior, informada em dezembro, o valor acumulado chegava a R$ 830 milhões. Isso já faz com que da Operação Publicano um dos maiores escândalos de corrupção da história recente do Paraná, perdendo apenas para o caso Banestado e para o caso Paolichi, de Maringá. Na avaliação do Gaeco, a revisão em andamento reforça as investigações – a Operação Publicano já teve quatro fases até aqui.

A Operação Publicano investiga a denúncia de que auditores fiscais, empresários e contadores teriam formado uma “organização criminosa” para facilitar a sonegação fiscal mediante o pagamento de propina. No julgamento da ação penal referente à primeira fase da Publicano, advogados de defesa tentam desqualificar a tese da “organização criminosa”, o que reduziria consideravelmente as penas, caso os acusados sejam condenados.  Até o momento, 72 auditores fiscais foram denunciados nas quatro fases da operação.

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