APP: “parecer do promotor é outro ataque”

Foto: Marjorie Coelho, estudante de Jornalismo da UEL

Foto: Marjorie Coelho, estudante de Jornalismo da UEL

O pedido de arquivamento do IPM que investigada eventuais abusos de policiais militares no “massacre do Centro Cívico”, foi recebido com críticas pela APP-Sindicato, entidade que representa professores e servidores da rede estadual de ensino. “Parecer do promotor é outro ataque”, diz o site da entidade, em legenda de foto que ilustra matéria sobre o parecer do promotor Misael Pimenta Neto pelo arquivamento. A entidade lembra que cinco meses depois do episódio, “a própria PM indiciou seis responsáveis (quatro oficiais e dois praça)” por excessos na ação ocorrida no Centro Cívico, em 29 de abril do ano passado. A PM bombardeou por mais de duas horas servidores públicos em greve contra mudanças na ParanáPrevidência, deixando 213 feridos.

“Essa prática da Justiça de varrer para debaixo do tapete a responsabilização dos autores da violência, quando estes são autoridades, não é novidade. Infelizmente, é cada vez mais comum responsabilizar as vítimas quando o uso da violência parte do Estado”, criticou o presidente da APP-Sindicsato, Hermes Leão, no site da entidade. A APP frisou que o pedido de arquivamento não interfere em outros processos, inclusive aquele em que o MP denunciou o governador Beto Richa (PSDB) por improbidade administrativa, por conta dos excessos de 29 de abril.

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