Qual Ministério Público está certo?

De acordo com o Ministério Público do Paraná, a Polícia Militar concluiu “exitosamente as medidas de comando e execução determinadas pelos oficiais” no episódio que ficou conhecido como “massacre do Centro Cívico”, em 29 de abril do ano passado. Já os ataques de cães da PM ao deputado estadual Rasca Rodrigues (PV) e ao cinegrafista Luiz Carlos de Jesus “somente aconteceram porque os dois indivíduos ingressaram na área de acesso não permitido, onde os cães-guarda estavam” (o deputado tentava sair do prédio da Alep).  Além disso, as medidas adotadas estavam todas “nos parâmetros das suas atribuições institucionais e da divisão de responsabilidades, mostraram-se ajustadas às ordens superiores recebidas”.

De acordo com o Ministério Público do Paraná, a Polícia Militar usou força excessiva e também fez gastos indevidos para montar a estrutura de guerra para impedir que servidores públicos em greve entrassem na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) para acompanhar a votação do pacote proposto pelo governador Beto Richa (PSDB), mexendo na previdência do funcionalismo. O Ministério Público denunciou o governador por improbidade administrativa por conta do episódio, que resultou em 213 feridos, depois de duas horas de bombardeio feito por policiais.

Qual Ministério Público está certo? O primeiro parágrafo fala do posicionamento do promotor Misael Pimenta, da Vara da Auditoria da Justiça Militar, o representante do MP que acompanhou as investigações internas da polícia sobre o episódio. O segundo parágrafo traz o posicionamento dos procuradores Eliezer Gomes da Silva e Marcos Bittencourt Fowler e dos promotores Paulo Sérgio Markowicz de Lima e Maurício Cirino dos Santos, que ouviram 294 testemunhas, coletaram 204 laudos de exames de lesão e investigaram durante dois meses o episódio de 29 de abril de 2015.

No caso da Vara da Auditoria da Justiça Militar, as investigações foram arquivadas. No caso da investigação feita pelo MP, foi proposta ação responsabilizando o governador Beto Richa e os comandantes da PM pelo massacre do Centro Cívico.

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