PM diz que não há envolvimento de facção na onda de violência e não descarta participação de policiais “em algumas situações”

O comando estadual da Polícia Militar afirmou não ter nesse momento nenhum indicativo de que a onda de violência ocorrida na madrugada de sábado, com a morte de 11 pessoas – um PM e 10 civis – tenha sido deflagrada por alguma facção criminosa. Por outro lado, o comandante geral da PM, coronel Maurício Tortato, afirmou que uma das linhas de investigação é de que policiais poderiam estar envolvidos em algumas mortes.

Facção

A tese de que uma facção criminosa poderia ser responsável pelo assassinato do policial Cristiano Luiz Bottino, de 33 anos, e das outras pessoas, correu solta nas redes sociais, particularmente no whatsapp, onde a gravação de um suposto “salve” – voz de comando dada pelo PCC, facção nascida nos presídios paulistas e que se espalhou por outros estados – viralizou. Questionado na entrevista coletiva sobre se a semelhança de ação (pessoas encapuzadas em carros ou motos escuras) poderia indicar uma ação coordenada, Tortato afirmou que “pode indicar”, mas que “não temos pela área de inteligência nenhum indicativo de determinação de facção criminosa, qualquer que seja”. “Acreditamos que alguns criminosos, aproveitando o momento, estão desencadeando algumas ações realmente para gerar uma instabilidade social e uma repercussão na área de segurança”, ponderou.

Outra hipótese trabalhada pela PM é que “pessoas que possam ter algum nível de planejamento na atuação criminosa estão surfando nessa onda para aproveitar o momento para, talvez, fazer ajuste de contas ou alguma outra situação, inclusive imputando responsabilidades na conta da PM”.

Envolvimento de policiais

Sobre a possibilidade de envolvimento de policiais em alguns assassinatos, Torato disse que não poderia “precipitar nenhuma questão”, mas admitiu que “pode haver a participação de policiais”.  “Uma das linhas que assumimos efetivamente que possa haver a participação de algum policial em fatos dessa natureza”, admitiu Torato, que também afirmou que a PM “não é condescendente com nenhuma forma de vingança”.

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