PM assassinado é vítima de sistema de segurança falho, diz ativista

Ativistas de direitos humanos reunidos nesse sábado, em Conferência Municipal, chegaram a comentar a onda de violência que resultou em 10 mortes durante a madrugada, em Londrina e cidades da região. Mas o assunto não foi tema de debate aprofundado no evento, segundo informou Carlos Enrique Santana, membro da coordenação estadual do Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH). “A questão dos direitos humanos perpassa por vários itens, como a moradia. A segurança pública é um desses itens”, explicou Santana. Ele avalia que “a situação chegou a esse ponto (com a morte de um policial e de mais nove pessoas) por falha do poder público, de quem cuida da segurança pública”. “Estamos levantando propostas para cobrar o governo”, completou.

Santana disse que não faria uma avaliação sobre a onda de violência porque ainda não tem informações oficiais a respeito dos acontecimentos. “Sem transparência não dá para emitir opinião”, completou. Ele afirmou que o policial assassinado ontem “vítima do sistema de segurança pública” que é falho e não garante os direitos dos cidadãos. “Ele também teve os seus direitos violados”, declarou.

A reunião realizada hoje é uma etapa da Conferência Estadual de Direitos Humanos, marcada para março, em Curitiba.

1 comment for “PM assassinado é vítima de sistema de segurança falho, diz ativista

  1. Márcia
    31 de janeiro de 2016 at 11:08

    Ou seja, preferiu não falar nada. Nem a solidariedade com a família do policial, funcionário público, ou aos cidadãos (civis). Nem uma moção de repúdio à noite violenta que atingiu tantas pessoas, policiais ou não. Mesmo sem informação, a morte alheia é motivo suficiente para uma manifestação do Movimento Nacional de Direitos Humanos.

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