Para militante de Direitos Humanos, agentes penitenciários contraíram tuberculose de detentos

O afastamento de dois agentes penitenciários da PEL II do trabalho, por terem contraído tuberculose, denunciada pelo Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná (Sindarspen) na semana passada, traz de volta à tona a discussão sobre as condições da unidade, que foi parcialmente destruída na rebelião ocorrida em outubro do ano passado. Na avaliação de Carlos Enrique Santana, membro do Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH), se agentes penitenciários contraíram a doença, provavelmente isso tenha ocorrido no contato com os detentos, que estão em condições precárias.

“Denunciamos as condições da PEL II à Promotoria de Defesa dos Direitos Constitucionais. Provavelmente esses atentes penitenciários tenham contraído de detentos que não têm o tratamento adequado. Isso pode influenciar na hora da visita. Esse familiar [que vai visitar] sai na rua e em contato com outras pessoas passa tuberculose para as pessoas”, analisou.

O MNDH reivindica uma vistoria na PEL 2 desde o ano passado, o que ainda não foi autorizado. “Eu gostaria muito de dar entrevistas sobre o sistema carcerário ter recuperado pessoas, mas infelizmente isso não existe”, lamentou.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *